Finalizou-se o Projeto Biblioconexões!


O Projeto Biblioconexões finalizou-se com a exibição das produções de professores e estudantes! Pinturas, desenhos, filmes, vídeos e audiolivros... Os estudantes e seus familiares reuniram-se nas dependências dos Colégios e Centros Sociais participantes e fizeram a festa com a turma de Monteiro Lobato, o grande inspirador do projeto.

Parabéns a todos!

E audiolivros sendo produzidos...

O Projeto Biblioconexões produz audiolivros!

Equipes criativas e destemidas de educadores maristas estão trabalhando em parceria com personagens da literatura universal! E as crianças estão produzindo histórias incríveis! Essas histórias, gravadas em audio, com técnica cuidadosa e primorosa narrativa, estão sendo registradas no formato de audiolivro! Esses audiolivros serão DOADOS para instituições dedicadas aos deficientes visuais!

Educação e cidadania feita por crianças! Eis uma das facetas do trabalho colaborativo derivado do Projeto Biblioconexões!

Parabéns a todos!

Procuram-se personagens desaparecidos!

Meus caros humanos,

Todos sabem que não é fácil manter um Saci aprisionado. Eles são muito astutos e dificilmente se deixam pegar. Não são maus, mas muito traquineiros. Vivem aprontando e deixando os outros seres muito estressados. E quando se junta com a Cuca? Aí não tem jeito. É confusão na certa!

A situação atual é a seguinte:

1. O Saci Pererê foi visto pela última vez sendo teletransportado com o Sr. Dom Quixote de La Mancha para o interior da Enterprise;

2. A Cuca desapareceu levando com ela o Marquês de Rabicó. Acreditamos que foi contra a vontade dele. Essa Cuca foi muito esperta, pois certamente combinou com o Saci alguma coisa... Ainda estamos averiguando isso;

3. A Dona Carocha recolheu todos os apetrechos do Mundo Maravilhoso que encontrou nos blogs da Blogosfera Labatiana. É realmente muito perigoso deixar esses artefatos disponíveis no mundo dos humanos;

A minha equipe está trabalhando com afinco para deixar o Projeto Biblioconexões ser finalizado com chave de ouro. Os Colégios e Centros Sociais Maristas participantes já estão iniciando a Segunda Frente dos trabalhos. Estamos atentos, não se preocupem.

(Ai que dor nas costas...)

Um abraço caramujístico a todos,

Dr. Caramujo
Comandante Geral de Investigações Fantásticas

Personagens saem dos livros e visitam a Blogosfera Lobatiana

Personagens da Literatura Brasileira e Mundial estão saindo dos livros para passearem pela Blogosfera Lobatiana Marista. Eles estão analisando as atividades educativas desenvolvidas nos Colégios e Centros Sociais Maristas. Essas atividades estão todas vinculadas ao Projeto Biblioconexões!

A Turma do Sítio do Pica-pau-amarelo está recepcionando ilustres visitantes: Harry Potter, Dom Quixote de La Mancha, Peter Pan,  Alice e muitos outros.

Será que esses personagens, cultivados pelos espíritos livres e criativamente ousados dos mais significativos autores da Literatura Brasileira e Mundial, têm alguma contribuição a fazer ao processo de ensino e aprendizagem? Ora, se não tivessem contribuição a fazer, comporiam o acervo de nossas Bibliotecas?

Sim, Monteiro Lobato continua correto: Uma Nação se faz com homens, livros e muita imaginação! O Projeto Biblioconexões promove a convergência de recursos tecnológicos, integra ideias diversas, estimula a criatividade, motiva para o envolvimento entusiasmado e participativo.

O Projeto Biblioconexões é feito por todos os professores e alunos maristas!

Em breve, nos Colégios Maristas e Centros Sociais Maristas: RECITAIS e AUDIOLIVROS!


Excelente Páscoa a todos!

Novidades que não param!

A Blogosfera Lobatiana está aumentando! O Projeto Biblioconexões está movimentando toda Comunidade Educativa Marista! A turma do Sítio, encabeçada, claro!, pela Emília, anda aprontado todas nos colégios e centros sociais participantes!

E não é só isso! São festas de colorido inesquecível com surpresas encantadoras. Monteiro Lobato e sua incrível capacidade imaginativa está definitivamente fazendo escola!

A partir da próxima semana daremos destaques aos Blogs elaborados pela turma toda. Aguardem!
 

Blogosfera Lobatiana aumentando...

Prezados colegas,

As biblioconexões estão se ampliando rapidamente! São muitas as iniciativas originais, com trabalhos delicados e primorosos. Personagens da ficção tomam vida e dialogam com as crianças, ampliando significativamente as possibilidades de interação com uma literatura de qualidade.


Confiram abaixo os blogs dos colégios e centros sociais para ver o que a turma está aprontando! O importante é conhecer os trabalhos realizados e trocar experiências!


Se o endereço do seu blog não está aqui, basta nos enviar!

ARQUIDIOCESANO
http://monteirolobatoemrevista.blogspot.com/
7anos-master-sitio.blogspot.com/

BRASÍLIA - Maristinha
bibliomaristinha.blogspot.com
CASCAVEL

bibliomaristacvel.blogspot.com/

CENTRO SOCIAL MARISTA MARCELINO CHAMPAGNAT
centrosocialmarista.blogspot.com/

CRICIÚMA
biblioconexoescriciuma.blogspot.com/

FREI ROGÉRIO
www.freirogeriojba.blogspot.com

GLÓRIA
LONDRINA
bibliolondrina.blogspot.com

MARINGÁ
biblioconexoesmaringa.blogspot.com/

PARANAENSE
biblioparanaense.blogspot.com

 PIO XII
biblioconexoespioxii.blogspot.com/

RIBEIRÃO PRETO
biblioconexoesribeirao.blogspot.com/

SANTA MARIA
biblioconexoessantamaria.blogspot.com

SÃO FRANCISCO
www.projetobibliosaofrancisco.blogspot.com

SÃO LUIS
biblioconexoessaoluis.blogspot.com/

Blogosfera Lobatiana

... E a turma toda está produzindo informações sobre as atividades educativas inspiradas na obra de Monteiro Lobato. Os mais diferentes blogs estão sendo produzidos para divulgar um dos mais importantes escritores brasileiros, com grande destaque para sua obra infanto-juvenil. Abaixo mostramos um gráfico com os acessos a este blog. Desde sua criação, o blog teve mais de 2000 visualizações. Confira as visualizações de seu próprio blog consultando a aba "Estatísticas". É bem simples!


E aproveite a blogosfera para conhecer melhor o universo mágico de Monteiro Lobato!


Biblioconecte-se!

Monteiro Lobato e as questões ambientais

“Lá na linha do horizonte, onde o imenso cafezal encobria a paisagem como manta escura, fundindo-se com o infinito, um menino brincava de distinguir o fim do universo. Povoada de personagens fantásticos, sua imaginação alçava voo […].” (AZEVEDO; CAMARGOS; SACCHETTA, 1997, p. 27).

No início do século XX, deixando para trás a vida nos campos verdejantes de Taubaté, interior do estado de São Paulo, o jovem Monteiro Lobato foi estudar Direito na capital. Na viagem em direção à sua vida universitária, levou consigo lembranças da infância impregnada do cheiro de terra e de intensa vocação literária.

Tornou-se intelectual extremamente crítico, e sua determinação seria atributo marcante, tanto que, ao longo dos anos, lutou corajosamente para fazer prevalecer suas ideias. Foi homem de amplas atividades: promotor público, empresário, jornalista militante, escritor político, editor de livros inéditos, tradutor, agitador cultural, ideólogo da indústria do livro no Brasil... e fazendeiro.

Sim! Lobato foi também fazendeiro! Em 1911, aos 29 anos, insatisfeito com a vida que levava e com os negócios que não prosperavam, resolveu retornar às origens e dedicar-se ao cultivo de lavoura e à criação de animais, uma vez que herdara de seu avô a Fazenda Buquira, no Vale do Paraíba. Nesta ligação com o campo é que se destacou como defensor do meio ambiente e das reservas nacionais.

Embasado nas observações e experiências como fazendeiro, Monteiro passou a transportar para a literatura as suas insatisfações, inquietações e desgostos com relação à degradação dos recursos naturais pelo homem do campo, por meio de eloquência cítrica, encharcada de sarcasmo e ironia.

Nos seis anos em que viveu na Fazenda Buquira, Lobato pôde vivenciar a miséria da população rural e encontrou ali inspiração para escrever seus contos, os quais destoavam da literatura escrita pelos românticos, que retratavam o Brasil sob o prisma dos costumes europeus.

A partir de 1914, foi enviando aos jornais o que tinha em sua gaveta e novos contos e artigos, e o público se foi habituando a admirar o seu estilo fácil, simples, claro, muito diferente do dos escritores que colaboravam nos folhetins da época. De acordo com Lajolo (2000), datam daí diversos artigos publicados em revistas e mais tarde enfeixados no livro de contos de 1918, nominado Urupês, considerado a obra-prima de Lobato e um clássico da literatura brasileira.

Destarte, o primeiro texto publicado por ele já enfatizava a temática da preservação ambiental. Irritado com as queimadas dos caboclos na Serra da Mantiqueira, que destruíam os capões próximos de sua fazenda, Lobato enviou à seção ‘Queixas e reclamações’ do jornal O Estado de São Paulo uma carta de protesto intitulada ‘Velha praga’, a qual foi inteligentemente publicada como artigo em 12 de novembro de 1914, devido à qualidade do texto.

Na obra Diário da noite iluminada, Montello (1994, p. 309) transcreveu parte da supracitada carta:
 
Preocupa a nossa gente civilizada o conhecer em quanto fica na Europa, por dia, em francos e cêntimos, um soldado em guerra, mas ninguém cuida de calcular os prejuízos de toda sorte advindos de uma assombrosa queimada destas [árvores]. As velhas camadas de húmus destruídas; os sais preciosos que, breve, as enxurradas deitarão fora, rio abaixo, via oceano; o rejuvenescimento florestal do solo paralisado e retrogradado; a destruição das aves silvestres e o possível advento de pragas insetiformes; a alteração para peor [sic] do clima com a agravação crescente das secas; os vedos e aramados perdidos; o gado morto ou depreciado pela falta de pastos; as cento e uma particularidades que dizem respeito a esta ou aquela zona e, dentro delas, a esta ou aquela “situação” agrícola.

Observa-se que o teor e o tom da carta escrita por Lobato também manifestam seu engajamento na discussão de questões ambientais em torno da biodiversidade, as quais se revelariam cada vez mais presentes nos debates da sociedade mundial apenas na década de 1970, sobretudo, a partir de 5 de junho de 1972, data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu conferência internacional em que a pauta principal abordava a ação do homem sobre o meio ambiente e a consequente perda da diversidade biológica.

Na obra lobatiana, são recorrentes as passagens que revelem preocupação com os ecossistemas e as ações para conservação da diversificação ambiental, sobretudo o apontamento das áreas rurais e urbanas como consequências da alteração humana no espaço. Destacam-se escritos como Bucólica (do livro Urupês), A nossa doença (de Conferências, artigos e crônicas), As grandes possibilidades dos países quentes (de O problema vital), A mata virgem, Mr. Deibler e Zago (de Ideias de Jeca Tatu), além dos livros A onda verde, Reforma da Natureza e A chave do tamanho.

Em suas obras, tanto de literatura infantil quanto de literatura adulta, procurou exaltar a inter-relação da flora regional com aspectos individuais, o contraste entre esplendor da natureza e dramas humanos, além da supervalorização da natureza selvagem em detrimento do que é humano e urbano.

Por meio do instrumento mais poderoso que tinha nas mãos - a literatura -, Lobato constituiu-se enunciador dos males causados à natureza, do descaso das autoridades para com os “Jecas” do interior brasileiro, e dos males que a humanidade sofria e poderia sofrer pelos estragos provenientes do progresso.

Personalidade de múltiplas facetas, ao procurar associar vocação artístico-literária com questões ambientais, Monteiro Lobato ampliou os horizontes de seu tempo. Consequentemente, a literatura lobatiana continua “sob medida” à luz dos recentes debates empreendidos na sociedade brasileira a respeito da temática ambiental!

Paulo Henrique Machado


REFERÊNCIAS

AZEVEDO, C. L. de; CAMARGOS, M.; SACCHETTA, V. Monteiro Lobato: furacão na Botocúndia. São Paulo: SENAC, 1997.

LAJOLO, M. Monteiro Lobato: um brasileiro sob medida. São Paulo: Moderna, 2000.

MONTELLO, J. Diário da noite iluminada: 1977-1985. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.

O mundo de Monteiro Lobato está agitado!

O Projeto Biblioconexões está reunindo pessoas conectadas com a Literatura, a Música, o Cinema... Uma série de atividades educativas levarão professores, alunos e seus familiares ao sempre surpreendente mundo de Monteiro Lobato! São muitas atividades criativas, estimulantes e originais!
Fiquem atentos! Há sempre uma peraltice do Saci Pererê e da Cuca para nos fazer lembrar que no mundo de Monteiro Lobato tudo é possível!

Biblioconecte-se!


História de leitor

Minha mãe contava sua história triste de filha mais velha, nove irmãos, vida sofrida de família com poucos recursos. Ela, menina, já responsável pelos afazeres domésticos, pelos irmãos menores, pela organização da casa. Frequentava o grupo escolar - meu avô fazia questão que estudassem - tímida, franzina, recém chegada àquela cidadezinha do interior - amigos não os tinha ainda.

Deslumbrou-se com a biblioteca da escola estadual, acabou se apaixonando pelas obras de Monteiro Lobato, toda ela lida na hora do recreio, no silêncio morno daquele espaço sagrado em que podia mergulhar no reino das águas claras, caminhar pela mata do sítio: sacis, fadas, mula-sem-cabeça, assombrações... Era capaz de sentir o cheiro bom dos quitutes de tia Nastácia, via-se um pouco Emília, desejava poder ser criança e mais, neta de Dona Benta. Conversava com Narizinho e se atrevia a viver as aventuras de Pedrinho, a sabedoria do Visconde.

Depois vieram os clássicos de nossa literatura que ela retirava na biblioteca e levava escondidos para casa. Os tempos eram difíceis e os deveres de filha mais velha certamente tomavam-lhe as tardes. Mesmo assim, traçava um plano e estrategicamente fugia à rotina de obrigações: escondia-se embaixo da cama de molas, na quase escuridão do quarto, o suor escorrendo-lhe pelo corpo: mistura de medo e alegria. Abria o livro e entregava-se ao prazer da leitura: Machado de Assis, Guimarães Rosa, Érico Veríssimo, Raul Pompéia, Joaquim Manoel de Macedo, José de Alencar, Jorge Amado...

De repente, apenas ouvia seu nome pronunciado num grito rouco que há muito a procurava. Contra sua vontade, fechava o livro bem junto ao peito, às vezes suspirava, deixava o esconderijo e cuidava de guardar o tesouro. “Muito bem guardado” – dizia para si mesma. E retomava silenciosa a rotina de obrigações.

Não muito mais tarde, a aventura rendeu-lhe problemas de visão “Eu tinha que forçar os olhos na penumbra do quarto fechado”- confessou-me, num meio sorriso maroto, para ela, marca de recompensa: caminho sem volta pelo universo literário. E melhor ainda: viagem secreta na qual nunca foi pega.

Continuou lendo, sempre e muito. Queria ter sido professora. Não foi. Precisou trabalhar. Casou-se depois. Enviuvou ainda moça. Mas comprou, em prestações, a coleção completa dos livros infantis de Monteiro Lobato. E apresentou para nós.

Meu irmão e eu (sequer sabíamos ler!) viajávamos todas as noites através das palavras, da alegria e daquele brilho incontido no olhar de minha mãe que, com certeza, voltava-se menina para o tempo da biblioteca do grupo escolar, do esconderijo pouco iluminado e quente...

Também nos apaixonamos pela leitura, pela literatura, pela música e pela arte. E foi assim que aquela história triste e linda invadiu nossas vidas. Para sempre.

Fabíola Maria Giovannetti Marques
Professora e Coordenadora de Língua Portuguesa
Colégio Marista de Ribeirão Preto

Biblioterapia pode ajudar na cura de doenças

A cura nas páginas do livro : Ler é o melhor remédio. Pesquisa constata que a Biblioterapia pode contribuir significativamente para a cura de doenças de fundo psicológico. Uma pesquisa realizada na Universidade de Groinigen (Holanda) mostra que a Biblioterapia pode ser tão eficaz quanto a utilização de medicamentos de ansiedade e depressão.

"O conhecimento proporcionado por um bom livro pode tornar as pessoas mais seguras, confiantes e conhecedoras de seus limites" afirma Tonio Dorrebach Luba, psicólogo e psicoterapeuta. Segundo ele, os livros de autoajuda chamam a atenção à medida que produzem efeitos imediatos e sugerem mudanças rápidas para os problemas. Logicamente que nos quadros mais graves de depressão raramente existe melhora sem medicação, mas, para os quadros mais leves...

Que tal? A leitura abre fronteiras... Vamos ler para abrir mais o nosso leque de respostas.

Márcia Müller - Bibliotecária - Colégio Marista de Londrina.
Fonte: Folha de Londrina de 29/09/2010.

A Grande Revolução de Monteiro Lobato


Criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo e dono de uma obra sempre atual, Monteiro Lobato é responsável pela grande revolução que se dá na literatura infantil brasileira ao perceber que a criança é um ser capaz de produzir juízos críticos, demonstrando uma preocupação com o elo final da cadeia do livro, em um projeto pessoal do autor de transformação do país em uma nação de leitores.
Em 1921, com a publicação de Reinações de Narizinho, mesclando humor e uma linguagem despida de rebuscamentos, o escritor paulista legitima expressões folclóricas nacionais, numa defesa explícita da cultura popular do país e conduz seus pequenos leitores a uma reflexão mordaz da realidade brasileira.
Continuador de uma tradição que se inicia com o francês Charles Perrault, no final do século XVII e que se consolida a partir de novas obras como as de Andersen, Lewis Carroll, Dickens, Coelho Neto, Olavo Bilac, a obra lobatiana cria um universo onde a lógica do adulto não tem vez e desfilam personagens inusitadas como um burro falante, um sábio sabugo de milho, uma temperamental boneca de pano e torna a ficção realidade, permitindo ao leitor real penetrar nesse mundo maravilhoso e compartilhar de suas aventuras. A criança, dessa forma, recria e transforma o universo, ao mesmo tempo que se cria e se transforma.
Ao lado de autores sensíveis a uma forma de expressão representativa do povo brasileiro, portanto, livre do círculo de dependência dos padrões literários europeus, Monteiro Lobato busca sintonia com seu tempo, incorporando um sólido lastro de informações às histórias em um viés crítico com o qual o narrador e as personagens observam o mundo real e discutem aspectos que vão desde o capital estrangeiro que prejudica a autonomia econômica do Brasil à existência de petróleo em nosso território.
Contrapondo-se à literatura infantil que se mantinha conservadora e pedagógica, sua produção incorpora clássicos contos de fadas, utilizando-se de personagens nacionais e criando uma mitologia autônoma, que passam a ser usados como metáforas da vida social, política e econômica, numa postura antropofágica própria dos modernistas de 22, apesar de sua fama de conservador.
Nas palavras de Jean Perrot, em Os livros-vivos: um novo paraíso cultural para nossos amiguinhos, os leitores infantis (1998), pode-se dizer que o próprio livro joga e vence, ganhando mais leitores por meio do faz-de-conta do jogo literário, simplesmente por meio de uma iniciação lúdica às convenções culturais e à autonomia intelectual. Monteiro Lobato ao utilizar crianças como heróis, em sua empreitada revolucionária, possibilitou uma identificação imediata com o leitor, não aprisionando a criança através da fantasia, mas permitindo indagações, reflexões, questionamentos e, nesse sentido, muito mais do que ensina a uma criança “como ser”, propicia condições de “ser”, e ainda encanta.
Nilton Mariano

Notícia legal: escritor em ação!

Aconteceu no dia 16 de setembro o lançamento do livro do pequeno João Paulo nas Livrarias Curitiba Mega Store do Shopping Catuaí de Londrina. Ele é aluno do Jardim V aqui do Colégio Marista de Londrina. É um livro que mostra o jeito criança de entender a vida. Os pais de João Paulo, co-autores do livro, dizem que o filho aprendeu a ser escritor antes de aprender a escrever. Algumas pérolas do menino prodígio:


_Mãe, o céu já acendeu, coloca a roupa de acordar! ( com dois anos e cinco meses)

_ Pai, quem construiu essa árvore alta aqui? ( Com três anos e um mês)

- Deus é tão grande que não cabe no céu. Deus é tão pequeno que cabe no coração. ( Com três anos e nove meses)

"Estou esperando o lançamento, já coloquei o meu nome no livro. Só não é tão gostoso quanto esperar o aniversário. Porque no aniversário a gente fica maior. Tenho pressa de crescer." 
(João Paulo Passos da Cunha)

Livro:  Fala aí, João Paulo! : um jeito criança de entender o mundo.
Autores: João Paulo Passos da Cunha; Angela Meneghello Passos e Luiz Fernando Coelho da Cunha Filho. 

O livro será adquirido para empréstimo na Biblioteca.


Acesse a entrevista do João Paulo:Entrevista do João Paulo à TV de Londrina

Instituto Benjamin Constant

O Instituto Benjamin Constant apresenta diversas informações sobre deficiência visual. Criado por D.Pedro II, o instituto transformou-se em um centro de referência nacional para as questões relacionadas à deficiência visual.

Entre suas ações, o Instituto Benjamin Constant realiza consultas oftalmológicas à população, assessora escolas e empresas, oferece capacitação, produz material especializado, livros em braile, audiolivros, etc.
Visite o site: www.ibc.gov.br

Mais um editor de audio gratuito

Há uma série de softwares livres para a edição de arquivos de áudio. O Free Audio Editor é um deles e pode ser baixado gratuitamente a partir de www.free-audio-editor.com.

Há um tutorial em vídeo para auxiliar na aprendizagem do uso desse software. Você pode baixar o tutorial em vídeo no mesmo endereço.

Experimente a produção de seu próprio audiolivro!

 

TweetDeck: uma ferramenta para acompanhar o Twitter

TweetDeck é uma ferramenta interessante para acompanhar TODAS as mensagens postadas no Twitter por seus amigos. Para baixar o arquivo, basta acessar qualquer um dos sites de downloads (baixaki, superdownloads, etc).


Se o arquivo estiver no formato .air, você precisará baixar e instalar primeiro o Adobe Air. Depois de instalado o TweetDeck, é só adicionar o endereço dos seus amigos! 

Lembre-se: o Twitter do Projeto Biblioconexões é @biblioconexoes.


Abraços!

Moodle Marista: temporada de acessos!

O Moodle Marista já está sendo utilizado pelos participantes do Projeto Biblioconexões. A partir de agora, iniciamos nossa troca de ideias! O acesso é bastante simples e os recursos são fáceis de utilizar. Aproveitem o espaço.

Colocaremos no Moodle Marista todos (ou quase todos) os materiais que utilizaremos. Qualquer um que quiser contribuir, só precisa enviar o arquivo. É importante que vocês relatem qualquer problema encontrado, pois assim corrigiremos mais rapidamente. Sucesso!

Moodle - começando um novo aprendizado


Todas as discussões sobre o Projeto Biblioconexões serão registradas no Moodle Marista, nos fóruns específicos. O ambiente é simples e fácil de usar. Todos os participantes do VII Encontro de Bibliotecários já estão cadastrados.

As informações para acesso serão enviadas ainda esta semana. Aguardem o e-mail!

Equipe Biblioconexões

Projeto Biblioconexões - cadastro no Moodle

Os participantes do VII Encontro de Bibliotecários estão sendo cadastrados no Moodle durante esta semana (23 a 27 de agosto).

Após o cadastro, todos receberão um e-mail comunicando o início das atividades que envolvem a utilização do Moodle!

Abraços!




Biblioconexões no VII Encontro de Bibliotecários

O Projeto Biblioconexões se inicia com uma série de discussões interessantes (e divertidas!) ao longo do VII Encontro de Bibliotecários. Colaboradores, bibliotecários e bibliotecárias, de toda a Província Marista do Brasil Centro-Sul, discutiram diversas propostas de trabalho, trocaram experiências, questionaram, propuseram.

Todos são unânimes em afirmar: temos muito trabalho!

E não deixem de nos seguir no Twitter: @biblioconexoes

BIBLIOconexões

Este é o nosso blog oficial! Aqui poderemos discutir livros e ideias e propostas, esclarecer dúvidas, fazer críticas, sugestões, etc.

Você também pode aprender a fazer um BLOG! Faça o seu e o divulgue aqui!

E-quipe: biblioconectados!


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Participantes